Google: ver para além da pesquisa!

Agosto 7, 2008

O Google acaba de dar uma excelente notícia a todas as marcas que fazem da Internet o seu terreno de eleição. Agora, através da nova ferramenta Google Insights, é possível saber mais sobre as pesquisas no mais importante motor de busca do Mundo.

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O Goggle Insights permite conhecer não só os termos mais pesquisados, como conhecer as estatísticas em torno de uma palavra, ou expressão específicas. Para quem já utilizava a ferramenta Google Trends, esta evolução responde a tudo o que os gestores de marcas online desejavam: saber qual o contexto de pesquisa mais pertinente para a sua marca.

Para além da pertinência da pesquisa, o Google Insights tem a vantagem de segmentar as pesquisas por região. Nomeadamente em Portugal, é possível desta forma saber qual o distrito que mais pesquisa sobre uma determinada marca!

Vamos a um exemplo prático. Sendo este blog sobre marcas, várias vezes me questiono sobre quais os temas neste campo que as pessoas mais procuram. Muito bem, agora á fácil saber. Digito a palavra “marcas” no Google Insights e constato o seguinte top de pesquisas relacionadas:

Verifico facilmente, que existe no último ano, uma necessidade de saber mais sobre registos de marcas e sobre marcas e patentes. Ou seja, provavelmente o meu próximo post deveria (e vai ser!) sobre a temática do registo de marcas uma vez que 30% do top de pesquisas sobre a marca esté relacionada com esta matéria.

Aparentemente, pela informação recolhida, também existe interesse sobre marcas de carros. Por isso adivinhe também qual será um dos meus próximos posts!

A não perder mais uma ferramenta poderosa (e gratuita!) do Google: http://google.com/insights/search/


Media tradional, de mais?

Maio 24, 2008

Todos os meios que pertencem à chamada media tradicional têm o seu negócio suportado em GRPS, spots publicitários e artes-finais. Os seus comerciais habituaram-se a fazer uma negociação por ano e passar os restantes meses sentados à espera das notas de encomendas… Mas o telefone parece tocar menos. Cada vez mais as marcas transferem os seus orçamentos para a media tradicional. Uma moda, dirão os mais optimistas. Uma nova tendência, referem os pessimistas.

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A PEPSI lançou recentemente uma nova bebida com o estranho nome de “TAVA”. Um refrigerante gaseificado, mas isento de calorias, como os consumidores tanto desejam na actual tendência em manter a forma e a linha.

Porém, a sensação da notícia não se prende com a bebida em si, mas antes com a forma como esta marca está a ser lançada. Numa primeira fase, exclusivamente através da Internet! Nada de televisão. Nada de imprensa. Mas antes um website (www.tava.com) muitos banners, e uma forte acção de sampling com distribuição de amostras grátis da bebida em grandes empresas como o Google, MTV, etc.

A Pepsi junta-se assim ao grupo dos gigantes do grande consumo como a Procter&Gamble, Unilever, Kraft Foods, entre outras grandes empresas cujos budgets de marketing começam a ser transferidos da chamada media tradicional para os chamos new media.

Sendo a publicidade o principal modelo de sustentação financeira da media tradicional, como poderá a media tradicional responder a esta nova tendência por parte dos principais anunciantes. Um dos caminhos a explorar pode ser exemplificado pela chamada imprensa gratuita. Em Portugal, jornais como o Metro, Global, Destak, entre outros já são usados por várias marcas de consumo como veículos de promoção física dos seus produtos. Ouseja, como instrumentos das chamadas acções de sampling.

Porque o fazem? Porque é muito mais barato, rápido e eficiente. Coloque-se na posição do brand maganager da Lipton, um dos anunciantes que já optam por esta prática de promoção. Prefere contratar promotores, envolvendo castings, distribuir esses promotores por diferentes áreas geográficas, obter autorizações camarárias, entre muitos outros requisitos? Ou em alternativa, recorrer à rede de distribuidores de jornais já existentes e colocados nas ruas e artérias mais importantes dos principais centros urbanos?

Os tempos que vivemos trazem novos desafios para a media tradicional que hoje, mais do que nunca, terá que explorar formas mais criativas de captar a atenção (leia-se orçamento) dos seus anunciantes. Um bom exemplo desta atitude, tem vindo a ser exemplificado pela RTP. Ainda recentemente, a gala final da Operação Triunfo, totalmente paga pelo banco Santader. Um modelo mais completo que o chamado spot publicitário e que se traduz numa relação mais emotiva entre a marca anunciante e o espectador.