Todos os meios que pertencem à chamada media tradicional têm o seu negócio suportado em GRPS, spots publicitários e artes-finais. Os seus comerciais habituaram-se a fazer uma negociação por ano e passar os restantes meses sentados à espera das notas de encomendas… Mas o telefone parece tocar menos. Cada vez mais as marcas transferem os seus orçamentos para a media tradicional. Uma moda, dirão os mais optimistas. Uma nova tendência, referem os pessimistas.
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A PEPSI lançou recentemente uma nova bebida com o estranho nome de “TAVA”. Um refrigerante gaseificado, mas isento de calorias, como os consumidores tanto desejam na actual tendência em manter a forma e a linha.
Porém, a sensação da notícia não se prende com a bebida em si, mas antes com a forma como esta marca está a ser lançada. Numa primeira fase, exclusivamente através da Internet! Nada de televisão. Nada de imprensa. Mas antes um website (www.tava.com) muitos banners, e uma forte acção de sampling com distribuição de amostras grátis da bebida em grandes empresas como o Google, MTV, etc.
A Pepsi junta-se assim ao grupo dos gigantes do grande consumo como a Procter&Gamble, Unilever, Kraft Foods, entre outras grandes empresas cujos budgets de marketing começam a ser transferidos da chamada media tradicional para os chamos new media.
Sendo a publicidade o principal modelo de sustentação financeira da media tradicional, como poderá a media tradicional responder a esta nova tendência por parte dos principais anunciantes. Um dos caminhos a explorar pode ser exemplificado pela chamada imprensa gratuita. Em Portugal, jornais como o Metro, Global, Destak, entre outros já são usados por várias marcas de consumo como veículos de promoção física dos seus produtos. Ouseja, como instrumentos das chamadas acções de sampling.
Porque o fazem? Porque é muito mais barato, rápido e eficiente. Coloque-se na posição do brand maganager da Lipton, um dos anunciantes que já optam por esta prática de promoção. Prefere contratar promotores, envolvendo castings, distribuir esses promotores por diferentes áreas geográficas, obter autorizações camarárias, entre muitos outros requisitos? Ou em alternativa, recorrer à rede de distribuidores de jornais já existentes e colocados nas ruas e artérias mais importantes dos principais centros urbanos?
Os tempos que vivemos trazem novos desafios para a media tradicional que hoje, mais do que nunca, terá que explorar formas mais criativas de captar a atenção (leia-se orçamento) dos seus anunciantes. Um bom exemplo desta atitude, tem vindo a ser exemplificado pela RTP. Ainda recentemente, a gala final da Operação Triunfo, totalmente paga pelo banco Santader. Um modelo mais completo que o chamado spot publicitário e que se traduz numa relação mais emotiva entre a marca anunciante e o espectador.